O nome dela


Uma é ter-te em confusão
Deus tem nome de mulher
Que me cala o riso
E rouba a sensação
Pois me sopra um suspiro
e embala meu coração
olhar de fêmea
acalma espírito malicioso
incandesce corpo em toque
fundi corpos no pecado
amor... desejo ordinário
Rudez de um primata
Sexo dos brutos
Olhar canino
Fome da carne
Poesia sem palavra
Orquestra do silencio
Toma a paz mulher delírio
Pois em mim amor verdadeiro
Delicada... perigosa
Feminina em risque é arte
Despe-me em ti mulher divina
Devora meu sentido purgatório
É coisa de dizer quando a luz apaga
E diz quem ama
E ela dorme
Fecho o olho durmo .
É tudo o inferno
Pesadelo eterno
Mandarei um bilhete
Sem papel
Onde as palavras revelam
A dor cruza meus passos
Pensando em arrestos
Embriagado ao dissabor
Batidas distantes
um  blues ausente
talvez um samba descontente
a luz do quarto
discorre sobre a fumaça
que arde aos olhos
e inala pensamento
cuidado  sonhador?
Seu feitiço é a garrafa
Quando bebe é contentamento
e se chora e espetáculo
e sorrir é sofrimento
sentirei  sua saudade
onde sua imagem me desola
sua voz me faz tolo
Não responda!
Não diga a verdade!
Não seja meiga!
Em desordem do coração
Minha arma é só silencio
Seu desamor me deu palavras.

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